sexta-feira, março 26

Testemunho de Luísa Castel-Branco em relação a Anne Germain

Nunca senti muita apetência pelas coisas do Além. Talvez por considerar que são apenas uma procura para soluções rápidas de pessoas em desespero.
Contudo, a vida encarregou-se de me mostrar que como dizia Pascal:”Há muito mais entre o céu e a terra do que o Homem imagina”.
Confesso que após tantos anos de entrevistas em televisão a profissionais da matéria, foi difícil não me transformar numa céptica total.
Mas também descobri que existem realmente pessoas com um toque do divino, que melhor forma não tenho de o explicar.
São poucas, pouquíssimas, mas quando nos deparamos com alguém assim, sentimo-nos também nós tocados por algo de profundo.
A minha entrevista com a Anne era isso mesmo. Mais do que uma consulta, o meu espírito de jornalista ou talvez mais de escritora, pois todos nós somos um pouco vampiros das vidas dos outros, que depois embrulhamos em sonhos e transpomos para o papel, levaram-me até ela.
Foi bizarro olhar para aquela senhora com um aspecto tão dona de casa inglesa, tão doce e esperar ouvir algo de surpreendente.
Confesso que não acreditei de antemão que tal fosse possível.
E agora entramos na parte privada.
Apenas posso deixar aqui como testemunho, que o que Anne me disse, não poderia ter sabido por qualquer jornal, ou por alguém.
Os meus entes queridos que comigo vieram falar através dela, o que disseram não era passível de ser do conhecimento público.
E a importância deste facto é relevante. Porque alguém poderia dizer que bastava uma pesquisa para Anne saber da minha vida, contrariamente à do cidadão comum.
Mas posso assegurar que não foi isso que aconteceu.
E estarei eternamente grata a Anne pelas palavras que trouxe até mim, por me colmatar as saudades e principalmente por me mostrar que quem já partiu está bem e olha por mim.
Anne é sem duvida um ser de luz, e isto é dito por quem como eu me defini como alguém muito céptico.
Mas contra a realidade não há argumentos, mesmo quando essas verdades vêem do Além.
Luísa Castel-Branco, 55 anos Comunicadora, escritora e o que mais vos aprover.

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