Aplaudo a SIC pela exibição esta noite de uma grande reportagem sobre o bullying nas escolas portuguesas. Um problema bem presente no nosso país que precisa de atenção por parte dos media e da população em geral. Hoje às 21:10.
Beatriz tem 14 anos. Desde Julho do ano passado foi ameaçada, perseguida, agredida por colegas de outra turma. Bia, como é tratada pelos amigos, não quer mudar de escola. Quer que o caso seja conhecido e que possa mudar mentalidades.
Beatriz foi agredida fortemente duas vezes, foi ao hospital, os pais fizeram inúmeras queixas na escola e na polícia. Beatriz foi perseguida, vítima de cyber-bullying. Exposta a sua vida e contactos no universo da internet. A Direcção da Escola Jorge Peixinho, no Montijo, nunca informou o Ministério da Educação sobre o que se passava. Fez um inquérito disciplinar. As agressoras, duas, viram o processo arquivado, outras duas levaram uma repreensão por escrito.
O processo está em tribunal.
E Leandro. As buscas terminaram e da criança de 12 anos nunca mais houve notícia. A associação de pais garante que a Escola Luciano Cordeiro, de Mirandela, foi das mais bem classificadas num ranking da DREN sobre Bullying mas não é esta a realidade que aqui se conta. Os pais garantem que se queixaram à escola vezes sem conta. A direcção da escola não informou das queixas.
O tribunal de menores garante que a relação entre os pais, alunos e a escola tem de mudar. Garante que os crimes na comunidade escolar passaram de pouco mais de 1000 em 2005 para mais de 2200 em 2008. Celso Manata explica que há que rever a legislação, tornar o "Bullying" crime público e utilizar as penas.
Só no Canadá, cerca de 30 por cento dos jovens deixam de estudar por causa do bullying.
Em Inglaterra, desde 1998, as escolas implementaram medidas contra o fenómeno. Desde então o número de vítimas diminuiu.
Em Portugal, as penas vão até ao internamento em centro educativo. No país, nunca foi aplicado por causa de "Bullying".
Restam os silêncios. Da Direcção Regional de Ensino de Lisboa, e de Coimbra. Da Direcção da Escola EB 2, 3 de Cacia, em Aveiro. Da escola Luciano Cordeiro em Mirandela. Da Escola Secundária Jorge Peixinho no Montijo. Do Ministério da Educação.
Um silêncio total em relação a estas vidas. E à Justiça que não lhes chega.
Beatriz foi agredida fortemente duas vezes, foi ao hospital, os pais fizeram inúmeras queixas na escola e na polícia. Beatriz foi perseguida, vítima de cyber-bullying. Exposta a sua vida e contactos no universo da internet. A Direcção da Escola Jorge Peixinho, no Montijo, nunca informou o Ministério da Educação sobre o que se passava. Fez um inquérito disciplinar. As agressoras, duas, viram o processo arquivado, outras duas levaram uma repreensão por escrito.
O processo está em tribunal.
E Leandro. As buscas terminaram e da criança de 12 anos nunca mais houve notícia. A associação de pais garante que a Escola Luciano Cordeiro, de Mirandela, foi das mais bem classificadas num ranking da DREN sobre Bullying mas não é esta a realidade que aqui se conta. Os pais garantem que se queixaram à escola vezes sem conta. A direcção da escola não informou das queixas.
O tribunal de menores garante que a relação entre os pais, alunos e a escola tem de mudar. Garante que os crimes na comunidade escolar passaram de pouco mais de 1000 em 2005 para mais de 2200 em 2008. Celso Manata explica que há que rever a legislação, tornar o "Bullying" crime público e utilizar as penas.
Só no Canadá, cerca de 30 por cento dos jovens deixam de estudar por causa do bullying.
Em Inglaterra, desde 1998, as escolas implementaram medidas contra o fenómeno. Desde então o número de vítimas diminuiu.
Em Portugal, as penas vão até ao internamento em centro educativo. No país, nunca foi aplicado por causa de "Bullying".
Restam os silêncios. Da Direcção Regional de Ensino de Lisboa, e de Coimbra. Da Direcção da Escola EB 2, 3 de Cacia, em Aveiro. Da escola Luciano Cordeiro em Mirandela. Da Escola Secundária Jorge Peixinho no Montijo. Do Ministério da Educação.
Um silêncio total em relação a estas vidas. E à Justiça que não lhes chega.
Jornalista: Bárbara Alves da Costa com João Faiões e João Nuno Assunção
Imagem: Pedro Góis com Fernando Nunes e Jorge Ramalho
Edição: Marco Neiva
Produção: Isabel Mendonça
Coordenação: Cândida Pinto
Direcção: Alcides Vieira


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